Meus posts são um pouco caóticos.
Deixo aqui a mesma mensagem que Deus deixou para sua Criação, na concepção de Douglas Adams: “Desculpe-nos pela inconveniência.”
Meus posts são um pouco caóticos.
Deixo aqui a mesma mensagem que Deus deixou para sua Criação, na concepção de Douglas Adams: “Desculpe-nos pela inconveniência.”
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Em Portugal, existe uma lista oficial de nomes permitidos para dar às crianças. Se você quiser dar um nome que não está lá, ele precisa ser aprovado antes. Eles fazem isso para impedir excesso de estrangeirismos e palavras difíceis de pronunciar na Língua Portuguesa. Enquanto isso, aqui no Brasil, não temos lista nem regras para isso e saímos com nomes como o título deste post e outros, como Chevrolet da Silva Ford, Rolando Escadabaixo e Oceano Atlântico Linhares.
Até que ponto isto é interferir no liberdade de escolha do nome dos fihos por parte dos pais e até que ponto deve se ir para proteger as crianças do constrangimento?
Fora disso, existem os nomes que são transcrições fonéticas de nomes estadunidenses, como Valdisnei (Walt Disney) e Magaiver (MacGyver). Isto representa a penetração cultural estrangeira em todos os setores da sociedade brasileira, e quão frágil é manter uma identidade nacional. A pergunta é: existe uma identidade verdadeiramente brasileira?
Mesmo depois de mais de quinhentos anos não somos realmente uma nação, não temos laços culturais comuns em todas as partes do território, na forma tradicional de entendimento. No entanto, duas coisas são presentes em todo o Brasil: a irreverência e o futebol. Acima de tudo, somos uma nação futebolística. Bancos fecham, empresas param, a cidade parece deserta quando a seleção joga, principalmente na Copa do Mundo. Nosso fator de união e de orgulho não são nossas forças armadas, nossas lutas heróicas contra déspotas, nos projetamos em onze homens escolhidos por um líder para lutar contra 31 outras nações a cada quatro anos e decidir quem é o vencedor. Acredito que isto é muito mais pacífico e proveitoso do que enviar nossos filhos, amigos e irmãos para uma batalha em outra parte do mundo, onde há inúmeras chances de morrer.
Muitas vezes, nossos heróis pentacampeões têm nomes muito longe da lista que o governo português julga apropriado, no entanto, não há maior unanimidade de alegrias do que quando ganhamos uma Copa do Mundo.
Pouco a pouco, as pessoas se sentem mais brasileiras e confiantes no futuro e em si próprias. Nos últimos anos têm-se visto mais bandeiras e frases elevando o País, mais movimentos para mudar a política e a direção que nosso governo toma. Estamos chegando a um consenso de que somos um só povo, e que não estamos sozinhos no continente. Temos um longo caminho a percorrer ainda, mas já demos alguns passos.
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Lembro-me bem quando eu descobri o improviso teatral. Na época que eu ia quase todo sábado no Nunca Se Sábado, do Teatro Folha, conheci uma das atrizes, a qual conversamos às vezes até hoje. Ela falou dessa peça chamada Jogando no Quintal que se passava numa tenda de circo e era um grande espetáculo de improvisação de palhaços. Lá fui eu e mais alguns outros amigos assistir, nunca fui muito fã de palhaços, mas parecia algo realmente interessante.
Cheguei lá na tenda, sentei no meu lugar. Logo mais entraram os times e cantaram o hino do Clube de Regatas Cotoxó. Eu grudei os olhos no centro do palco/arena/picadeiro e não tirei mais. Fiquei maravilhado com tudo aquilo, tudo é muito livre e não há direção a seguir. É apaixonante!
Depois disso, fui algumas outras vezes, fiz algumas oficinas e treinei um pouco com um pessoal, mas ficou por isso mesmo. Pretendo voltar a pelo menos dedicar um tempo para isso, porque eu me sinto muito bem. Realmente, improvisar é uma delícia.
Mas o objetivo deste post é, na verdade, falar que improvisamos constantemente no dia-a-dia. Só que ao invés da platéia falar os assuntos e frases, é o mundo que propõe tudo: o chuveiro quebrado, a lâmpada queimada, o banco fechado, o fora da brota, a comida estragada, o gato que mia à noite. Todos os dias, bilhões de pessoas improvisam seus próprios dias, e poucas percebem que a platéia, no caso, são elas próprias.
As regras do improviso valem para uma vida fora do palco mais interessante e aberta ao imprevisto: temos sempre que prestar atenção ao que acontece a nossa volta para que, se precisarmos agir, podemos saber o que fazer; não podemos negar de bate-pronto propostas, vale a pena, pelo menos, ver aonde pode dar, mesmo que não seja o que estávamos planejando; temos que ser flexíveis nas situações mais inusitadas, e agir com propriedade, mesmo que você não saiba o que está se passando.
O improviso teatral é, portanto, um reflexo de nosso cotidiano. Ele pode ser cômico, dramático, ou simplesmente não fazer sentido algum, mas nossos dias também são assim, e é por isso que ele se torna tão agradável de assistir e de fazer.
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Descobri que este blog está na lista do WordPress de “Blogs que mais crescem”. Posso me juntar aos BRICs agora como um emergente.
Muito obrigado a todos que lêem! Desse jeito, vou ter que fazer sorteios mensais de chocolates Kopenhagen..
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Desde pequeninuxo, meu sonho é ir para Marte. Não sei o que o planeta vermelho tem que me atrai tanto, afinal a superfície é de óxido de ferro e o céu é vermelho, além de ter uma atmosfera que nem vale muito a pena comentar a respeito. Por causa disso, eu li e reli inúmeros livros sobre colonização de outros mundos e viagens espaciais que encheram a minha cabeça de imagens e sonhos.
A inovação espacial humana freou um pouco nos anos 80 e principalmente nos 90. Já que não há mais superpotência para concorrer, vamos enviar sondas, rovers e satélites para outros planetas, asteróides e cometas! É a chamada exploração científica do espaço. Ela tem seus prós: trazem um volume enorme de informações a um custo baixo e sem grandes dores de cabeça. Com isso, temos o Hubble, os rovers marcianos, as sondas de espaço profundo e muito mais. Eles trouxeram um volume imenso de informações que revolucionou nossa visão do que é o Sistema Solar e o Universo: obtiveram evidências do Big Bang, inferiram planetas orbitando em volta de outras estrelas, descobriram água em um sem-número de lugares, além das moléculas básicas da vida em cometas. Sim, os caras são feras, mas acho que estamos perdendo algo aqui.
Nos anos 60, quando ir ao espaço era algo realmente novo e ousado, as pessoas se reuniam para torcer pelos astronautas e cosmonautas que arriscavam suas vidas para ir mais longe. Imagine só, você sair da atmosfera e ver o planeta lá de cima! Dar voltas e voltas no globo cruzando fronteiras, oceanos, guerras e festas. Lá de cima, você percebe que as linhas que colocam nos mapas para separar os países realmente não existem, e quão frágil é aquele ponto azul.
Senti-me inspirado e traduzi um texto de Carl Sagan escrito a respeito da célebre foto da Terra tirada pela Voyager 1 em 1990 quando estava na fronteira do Sistema Solar, que foi chamada de Pale Blue Dot:

Vê aquele ponto? É a Terra.
“Olhe de novo para aquele ponto. Aquilo é aqui. Aquilo é nosso lar. Aquilo é a gente. Naquilo está todo mundo que você ama, todo mundo que você conhece, todo mundo que você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, que já viveram suas vidas. O conjunto de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões confiantes, ideologias, e doutrinas econômicas, todo caçador e coletor, todo herói e covarde, todo criador e destruidor de civilizações, todo rei e plebeu, todo casal jovem apaixonado, todo pai e mãe, criança esperançosa, inventor e explorador, todo professor de moral, todo político corrupto, todo “superstar”, todo “líder supremo”, todo santo e pecador da história de nossa espécie morou lá – em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.
A Terra é um palco muito pequeno na vasta arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores para que, na glória e no triunfo, eles pudessem se tornar mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Pense nas intermináveis crueldades cometidas pelos habitantes de um canto deste pixel nos parcamente distinguíveis habitantes de um outro canto, quão frequente eram seus desentendimentos, quão ansiosos eles estavam para matar um ao outro, quão fervente eram seus ódios.
Nossas posturas, nossa imaginada auto-importância, a ilusão de que nós temos uma posição privilegiada no Universo, são desafiadas por este pálido ponto de luz. Nosso planeta é um cisco solitário na grande escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda a sua vastidão, não há indícios de que virá ajuda de algum outro lugar para salvar-nos de nós mesmos.
A Terra é o único mundo conhecido até agora a abrigar vida. Não há nenhum outro lugar, pelo menos no futuro próximo, para o qual nossa espécie possa migrar. Visitar, sim. Habitar, ainda não. Goste ou não, pelo momento a Terra é o lugar onde nos afirmamos.
Foi dito que a astronomia é uma experiência que trás humildade e constrói caráter. Não há, talvez, melhor demonstração da loucura dos conceitos humanos do que esta imagem distante de nosso pequenino mundo. Para mim, sublinha nossa responsabilidade de lidar mais gentilmente um com o outro, e a preservar e celebrar o pálido ponto azul, o único lar que conhecemos.”
O novo espírito pioneiro é impulsionado pelas viagens espaciais, levando pessoas a enfrentarem perigos mortais pelo avanço da raça humana e sendo lembrados por terem arriscado suas vidas para que possamos dizer “chegamos lá”. Viajar pelo espaço é despertar o melhor de nós mesmos e aprendermos a trabalhar juntos para enfrentar situações e ambientes que sequer conhecemos. Isso nos faz sentir vivos e muito mais humanos.
Uma vez li uma solução para colocar uma pessoa em Marte em curto prazo: não se preocupar em trazê-lo de volta. Lança-se habitats, estufas, unidades de processamento de água, ar, enfim, tudo para que ele sobreviva lá e mantenha-se em constante contato com a Terra. Um voluntário iria e habitaria até morrer o planeta vermelho. A presença humana lá nos impulsionaria constantemente a desenvolver a tecnologia espacial para que possamos continuar explorando. Além disso, um fato inusitado e que pode render fatos interessantíssimos é que essa pessoa teria visões únicas sobre os acontecimentos daqui da Terra. Ela nos mostraria o quão absurdo algumas brigas ou assuntos são e chegaria até, quem sabe, a soluções que enfrentamos por aqui. Seria uma oportunidade de visão única da humanidade sobre si própria.
Para concluir este post incrivelmente gigante e que demorou algumas horas para ficar razoalmente como eu queria, digo que ir ao espaço é achar soluções para a Terra. Reciclagem, economia de energia e materiais, convivência, resolução de conflitos, teste de novas organizações sociais, tudo o que você imaginar é possível. É um grande playground de sonhos. Devemos cobrar de nossos líderes a exploração humana do espaço, e não apenas científica. Muito mais do que dar nomes e características aos corpos celestes é dar sentimentos e histórias, isso sim vale a pena.
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Graças às maravilhas tecnológicas das estatísticas de acesso, descobri que as pessoas queriam saber mais sobre mim. Está lá, divirtam-se.
Se me encontrarem na rua e tiverem vontade de ser generosos, ofereçam para pagar um suco para mim. Eu adoro sucos! Especialmente de laranja, melancia e carambola (descoberto recentemente).
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De uma hora para outra, ninguém mais consegue ficar sem mandar uma mensagemzinha pro Twitter. Claro, existem bilhões de pessoas fora do serviço, mas o sentimento de que você está magníficamente conectado com milhões de usuários no mundo todo é muito maior do que isso. Já foi falado várias vezes que não sabíamos que precisávamos do Twitter até que ele apareceu e isso é verdade: a possibilidade de mandar qualquer coisa para o mundo todo é mais poderosa do que podemos imaginar.
Um dos muitos jargões que estão sendo utilizados no nerdíssimo (e com orgulho!) mundo da tecnologia da informação é o data mining, ou simplesmente mineração de dados. Imagine que você tem milhões e milhões e milhões de informações armazenadas em um lugar sobre os mais diversos temas e assuntos. O que você faz com isso? Essa é a mesma pergunta que algumas empresas começaram a se fazer há alguns anos e foram atrás de tentar responder. Isso gerou alguns casos interessantes que chegaram até a pegar fama. Vou falar o mais inusitado.
No início da década de 90, quando os computadores começaram a ficar poderosos o bastante para analisar uma grande quantidade de dados, uma grande cadeia varejista (cof cof.. Wal-Mart) jogou seus dados de compra para ver se conseguia achar algo interessante. E não é que achou? Descobriu que se um cliente comprava fraldas entre quinta e sábado, compraria também cerveja. Pera, fralda e cerveja? Sim, quando os homens iam se preparar para o fim de semana comprando fraldas para os seus fihos, eles aproveitavam e reabasteciam a geladeira. Isso saiu como um artigo na revista Forbes de 6 de abril de 1998 sob o nome de “Síndrome de Cerveja-Fralda” (Beer-Diaper Syndrome).
Mas o que isso tem a ver com o Twitter? Imagine um grande repositório de comportamentos humanos. Imagine o quanto podemos descobrir sobre nós mesmos no meio de todo esse ruído. Temos que começar a pensar em formas de extrair padrões e comportamentos disso, utilizando para entender o que é e como é ser humano, Homo sapiens, o macaco pelado com o tele-encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor.
Da próxima vez que falarem que twittar sobre suas idas ao banheiro é inútil, responda que você está contribuindo para o estudo do comportamento humano!
Publicado em Comportamento, Internet