Eu penso muito no passado. Penso na imensa cadeia de fatos que se interligaram e criaram o presente e tecerão o futuro. Eu acredito que sou a soma inexorável das minhas experiências. Eu me maravilho com tudo isso e gosto, assim, de estudar a história das coisas e a minha própria. Vejo em tudo o que acontece uma lição a ser aprendida e uma história a ser contada. Acredito no poder das histórias. Acredito no poder das lições.
Nos maiores desastres mundiais, tanto em termos naturais, quanto sociais, econômicos e políticos, existe uma mudança de direções da população responsável e afetada, o que gera um período de prosperidade e esperança que dura até o próximo desastre, é claro. A história do mundo e as nossas próprias acabam sendo uma sequência de erros, os quais vamos aprendendo a encarar e superar, evoluindo para novos entendimentos e novas realidades.
Sendo assim, tenho esperança no futuro. Cultivo pequenos e grandes sonhos, pessoais e mundiais. Por mais que [me] digam que algumas coisas são impossíveis, eu não acredito nisso. Nada é essencialmente eterno. Nenhum sentimento, opinião, edificação ou substância dura para sempre, por isso sei que todos os sonhos são possíveis.
Acredito, também, que realizar um sonho é chegar a um estado de imutabilidade. É o fim de uma sequência de idéias e ações que culminaram no instante da realização, nada havendo além. Por isso, não quero nunca parar de sonhar. Quero continuar a ter o prazer da busca e a alegria do instante, juntar mais uma causa às minhas consequências.
Sou fruto do meu passado. Não nego nada que eu tenha ou não feito. Hoje estou aqui por puras consequências de minhas decisões, e não me envergonho disso. Por causa do encadeamento delas, aprendi muitas coisas sobre muitos assuntos, e sei lidar melhor com o que se apresenta diante de mim e reconhecer melhor erros e suas consequências.
Tentei por muitas vezes tentar reviver sensações e situações da minha história, mas aprendi que não se espreme do passado mais do que ele lhe proporcionou. Há somente uma direção a seguir: para frente. Só podemos construir coisas novas e aproveitar-lhe as sensações e situações que surgem. Os erros do passado são imutáveis, mas podemos contar com eles para nos aconselhar e ajudar a trilhar os novos caminhos. Novos erros virão, invariavelmente, porém estaremos melhor preparados.
Esta é a minha era das consequências. A era das protelações, das meia-medidas, das ações a curto prazo, dos adiamentos, terminou, e eu celebro isso.
Cada dia gosto mais dos posts. Curiosamente estão em sintonia com algo que eu mesma esteja confabulando com meus macaquinhos no sotão. Gostei mt deste último, embora ñ veja td da mesma maneira. Não me vejo apenas como a soamtória do meu passado, me vejo sendo, no de vir. Acho somos um global, não apenas um total, algo maior que a somatória do passado, não há finitude para a alma, para a existência (mesmo qdo trata-se da morte, mas isso deixaria o comentário mt maior). Outro ponto de vista um pouco diferente é nossa direção, nãoa cho q só temos o para frente. Eu sigo, as vezes páro, volto para atras, para refletir um pouco e as vezes o passado muda no imaginário, a memória clareia e a idade ajuda a perceber nuances anteiromente incobertas. Gosto de saber que posso seguir, ir para o lado e até mesmo ficar parada. E adoro saber o q as pessoas que conheço pensam, assim aprendo e me torno mais do q aconteceu comigo no passado…